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Após as campanhas para “Dormir de costas” a incidência da Morte Súbita do Lactante descendeu 2/3.
Nosso conselho é colocar os bebés recém-nascidos para dormir de costas. A plagiocefalia pode ser tratada, a morte súbita não.
Porém, atenção:
Dormir de barriga para cima é um factor que predispõe a ter deformidades craniais. Portanto, alterne o decúbito supino estrito com a posição para o lado direito e para o lado esquerdo.
Dispõe de 180 possibilidades de colocar o seu bebé dormindo de barriga para cima durante a noite e nas sestas durante o dia. Não utilize sempre a mesma.
Por exemplo
Se se levanta com frequência durante a noite para cuidar do seu bebé, siga a seguinte pauta:
- 1/3 do tempo de barriga para cima
- 1/3 para o lado direito
- e o outro 1/3 do tempo para a esquerda.
Se o bebé não necessita mais cuidados e dorme muitas horas seguidas, siga a seguinte pauta:
- Deite-o de barriga para cima ou do lado que prefira
- Quando for dormir, troque a posição do bebé para o lado contrário durante o resto da noite
Coloque-o durante toda uma noite de barriga para cima, no dia seguinte do lado direito e na terceira noite do lado esquerdo.
Durante as sestas diurnas calcule o tempo total que o seu bebé costuma dormir e divida-o por 3
O resultado em horas será o tempo que terá de o colocar para dormir de barriga para cima, do lado direito e do lado esquerdo. Utilize para que o seu filho aguente a melhor estratégia que se adapte à sua situação.
Aconselhamos que utilize topes suaves (toalhas, almofadas, etc.) por baixo do lençol, este será a sua melhor ajuda. Se o seu bebé faz tratamento em cadeira anti-refluxo, procure seguir as mesmas pautas.
Posições recomendadas
Qualquer recém-nascido deve dormir de costas com a cabeça e o corpo voltados alternativamente a cada lado, sendo preferível o decúbito supino (ou dorsal) ao decúbito lateral.
Quando o recém-nascido está acordado deve ser colocado sobre sua barriga para acostumar-se e realizar os primeiro exercícios físicos.
O decúbito lateral alternativo é um bom meio de prevenção da plagiocefalia postural e também para reduzir ao mesmo tempo o risco da Síndrome de Morte Súbita do Lactante (SMSL).
Faça atenção: o risco relativo de SMSL dos bebés que dormem em decúbito lateral é 2,2 vezes mais elevado em comparação com aqueles que dormem em decúbito supino. Outros inconvenientes do decúbito lateral são que é instável comparado com o supino. Se é muito estrito podem virar para decúbito prono. A recomendação seria, então, que os pais alternassem, de forma similar, a posição centrada da cabeça (nariz ao zénite), o giro parcial à direita e o giro parcial à esquerda. Esta rotação da posição da cabeça deveria realizar-se no período neonatal para evitar que o recém-nascido adopte o hábito de uma só posição da cabeça e evitar, assim, que comece a desenvolver um aplanamento occipital.
Quando à medida em que vai crescendo o lactante menor de um ano aprende a girar sobre si mesmo e dorme espontaneamente sobre a sua barriga aconselhamos o descanso em supino devido a que não existe consenso na hora de estabelecer em que momento o descanso em prono deixa de ser perigoso.
Quando o bebé está acordado ou tem vontade de brincar, é altamente recomendável a posição em decúbito prono para o jogo vigiado. Nestes momentos não existe risco para o SMSL e sim, é quando podem desenvolver melhor as suas capacidades motoras.
Quando aparece a plagiocefalia
Quando aparece a plagiocefalia deve-se fazer uso combinado das mudanças posturais adequadas (dormir sobre o lado contrário principalmente, dedicar o máximo tempo possível de ficar com a barriga para baixo fazendo actividade física para o lado contrário ao do aplanamento, mantê-lo em braços) e fisioterapia da musculatura do pescoço intensiva, diariamente e feita em casa além do trabalho do fisioterapeuta.
Cumpridos os 3 ou 4 meses de idade, dependendo do grau de severidade, deve-se acrescentar a esse tratamento o uso de bandas ortopédicas craniais dinâmicas para devolver a normalidade aos pacientes afectados. Entre esse período e os 12 meses de idade é quando se obtém os melhores resultados. À medida em que o lactante cresce, as possibilidades de melhora diminuem, de modo que a partir de 2 anos de idade já não é possível o tratamento ortopédico, sendo útil apenas a cirurgia.
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